Renault Mégane III interior (2008–2016): acabamento, versões e equipamentos | Notícias de carros Brasil | automotive24.center

Por dentro do Renault Mégane III (2008–2016): acabamento, versões e principais evoluções

O interior do Renault Mégane III foi considerado um dos mais elegantes e modernos do segmento C na época do lançamento

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Mesmo em 2025, o interior do Renault Mégane 2008–2016 ainda se mantém bastante apresentável, especialmente nas versões após o facelift. Neste artigo analisamos em detalhes como é o habitáculo da terceira geração do Mégane, as versões vendidas em mercados importantes, as mudanças ao longo dos 8 anos de produção e os problemas típicos que os compradores de usados enfrentam hoje.

Materiais e design

O interior do Mégane III se destacava da concorrência desde o início: plásticos macios na parte superior do painel e nas portas, inserções em tecido agradáveis, detalhes cromados e aquela exclusiva alavanca de câmbio "flutuante" na consola central (nas versões com EDC). O quadro de instrumentos traz mostradores analógicos com iluminação branca (vermelha após o facelift), e nas versões topo de linha havia a opção de painel 100% digital TomTom a partir de 2012.

A posição de dirigir é um dos pontos fortes: volante com regulagem de altura e profundidade em ampla faixa, bancos dianteiros com bom suporte lateral e assento longo. No banco traseiro cabe confortavelmente dois adultos de até 1,85 m, e três pessoas viajam sem grandes apertos graças ao piso plano. Há espaço para a cabeça mesmo com teto solar panorâmico.

Porta-malas: hatchback — 405/1162 litros (até a prateleira/bancos rebatidos), perua Grandtour — 524/1604 litros. A prateleira rígida sobe junto com a tampa traseira — muito prático. No fundo falso há estepe temporário ou kit de reparo, e em casos raros, estepe de tamanho normal.

Versões disponíveis

Foram comercializadas quatro linhas principais (além de algumas séries especiais):

  • Authentique / Expression (entrada) — tecido «Carbon», ar-condicionado manual, rádio simples com CD/MP3 e 4 alto-falantes, vidros traseiros manuais, volante em plástico, computador de bordo.
  • Dynamique / Confort — tecido «Evolution» ou «Dark Charcoal», ar-condicionado automático (bizona a partir de 2012), piloto automático, volante em couro, Bluetooth, USB, rodas de liga leve 16", sensores de chuva e luminosidade, 8 alto-falantes.
  • Privilege / Luxe — estofamento misto (tecido + alcantara ou couro), bancos esportivos, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, faróis bi-xenônio, chave presencial, teto solar panorâmico (com cortina elétrica), sistema R-Link com tela touch de 7" e navegação.
  • GT Line / Bose Edition (a partir de 2012) — bancos esportivos com reforço lateral, teto preto, pedaleiras em alumínio, sistema de som Bose, rodas 18", costura azul no volante e bancos.

As unidades mais completas no mercado de seminovos são as Privilege e GT Line 2013–2016 com teto panorâmico, couro, R-Link e pacote de inverno (aquecimento dos bancos e para-brisa).

Atualizações do interior por ano (facelifts 2012 e 2014)

O Mégane III recebeu dois facelifts importantes que mudaram bastante o habitáculo:

  • 2012 (Phase II) — plásticos mais macios, iluminação vermelha no quadro de instrumentos no lugar da branca, centrais multimídia atualizadas com tela colorida, USB/Bluetooth, ar bizona em versões Dynamique superiores, chegada do sistema R-Link com tela touch 7".
  • 2014 (Phase III) — painel de instrumentos totalmente digital (opcional), novas cores internas (cinza claro e bege), isolamento acústico aprimorado (mantas extras nas portas e assoalho), volante e alavanca de câmbio redesenhados, antecipando o Mégane IV.

As versões pós-facelift (2012–2016) são a maioria no mercado de usados — dá para identificar facilmente pela iluminação vermelha e multimídia mais moderna.

Problemas comuns no interior de Mégane III usados

Apesar da boa impressão inicial, o tempo e as condições de uso revelam alguns pontos fracos:

  • Desgaste do banco do motorista — laterais afundam e racham por volta de 150–200 mil km, principalmente tecido e courvin.
  • Desgaste do volante e manopla de câmbio — couro descasca entre 180–250 mil km.
  • Rangidos no interior — painel, portas e console central começam a ranger após 10–12 anos, pior no frio.
  • Riscos no plástico brilhante — o preto piano da console central risca muito fácil.
  • Teto solar panorâmico — com o tempo range, infiltra água ou a cortina trava (reparo em torno de R$ 2.000–4.000).
  • Sistema R-Link — trava, perde mapas, precisa de reprogramação (atualização ~R$ 800).
  • Ar-condicionado — molas das borboletas oxidam, surge cheiro de mofo (limpeza + troca de motores ≈ R$ 1.200–2.000).
  • Visibilidade — colunas A grossas e vidro traseiro pequeno (principalmente no hatch).

Em regiões com poeira, buracos e variações de temperatura, os interiores de tecido sujam mais rápido e o couro resseca com o calor intenso ou ar-condicionado forte.

Conclusão: qual versão escolher em 2025

Em 2025, o interior do Renault Mégane III ainda parece mais moderno que muitos compactos coreanos 2015–2017 e bem mais interessante que um Golf VI. É elegante, confortável e tem acabamento decente.

Escolha ideal no Brasil:

  • Dynamique ou Privilege 2012–2016 — traz ar-condicionado automático, piloto automático, volante multifuncional, Bluetooth, iluminação vermelha e central multimídia razoável.
  • Orientativa preço de mercado para essas unidades: R$ 45.000–75.000.
  • O ideal é com teto solar panorâmico e para-brisa aquecido (muito útil em regiões mais frias ou chuvosas).

Se o orçamento permitir, prefira GT Line ou Bose Edition 2014–2016 com painel digital e som Bose premium.

Pontos obrigatórios para verificar na compra:

  • Estado do banco do motorista e volante (reestofamento R$ 1.000–2.500).
  • Funcionamento do teto solar e cortina.
  • Ausência de cheiro de mofo ou umidade no habitáculo.
  • Todos os botões, ar-condicionado e multimídia funcionando.
  • Sem modificações caseiras (capas de banco, apliques de madeira).

Com manutenção adequada, o interior do Mégane III ainda merece nota 8/10 em 2025 — um dos maiores destaques dessa geração no mercado de seminovos.