Hyundai Santa Fe III (DM) – Avaliação da terceira geração e mercado de usados no Brasil | notícias automotivas | automotive24.center

Hyundai Santa Fe III (DM) – Avaliação da geração

O Hyundai Santa Fe de terceira geração, código DM, se tornou um dos crossovers médios mais populares em diversos mercados, incluindo o Brasil

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O modelo se destacou pelo design moderno na época do lançamento, interior espaçoso e ampla variedade de motorizações. Nesta avaliação do Hyundai Santa Fe terceira geração analisamos as principais características, as novidades em relação ao antecessor, a condição atual no mercado de seminovos e particularidades relevantes para o mercado brasileiro.

Introdução

O Hyundai Santa Fe terceira geração (DM) foi produzido entre 2012 e 2018. O ciclo desta geração já se encerrou. O modelo estreou no Salão do Automóvel de Nova York em 2012, as vendas na Europa começaram no mesmo ano e as primeiras unidades chegaram ao Brasil por volta de 2013. Construído sobre a plataforma Hyundai-Kia Y6 (a mesma utilizada no Kia Sorento de segunda geração). Na linha Santa Fe, esta geração foi posicionada como um crossover familiar médio versátil, disponível em configurações de cinco e sete lugares (esta última como Grand Santa Fe ou Santa Fe XL em alguns mercados). Seus principais destaques incluem o estilo Fluidic Sculpture com a grade frontal hexagonal característica, linhas de carroceria dinâmicas, isolamento acústico significativamente melhorado e nível de equipamentos superior ao da geração anterior.

O que há de novo em relação à geração anterior

Comparado à segunda geração (CM, 2006–2012), o Santa Fe DM trouxe mudanças radicais. O design externo ficou mais moderno e agressivo graças à filosofia Fluidic Sculpture. As dimensões cresceram: comprimento aumentou cerca de 70 mm e largura cerca de 15 mm, resultando em mais espaço interno. O chassi era totalmente novo — mais rígido, com geometria de suspensão otimizada (McPherson na dianteira e multilink na traseira). O conforto subiu bastante: melhor isolamento de ruídos e vibrações, materiais de acabamento de maior qualidade e opcionais como estofamento em couro, teto solar panorâmico, aquecimento dos bancos traseiros e volante. Na segurança foram adicionados controle de estabilidade, assistente de partida e descida em rampas, até 7 airbags, câmera de ré e sensores de estacionamento nas versões topo. Tecnologicamente, trouxe sistema multimídia com tela sensível ao toque, navegação e Bluetooth (de acordo com a versão e mercado).

Condição atual da geração

A produção do Hyundai Santa Fe DM terminou em 2018, dando lugar à quarta geração (TM). As versões finais (facelift 2015–2018) receberam faróis com luzes diurnas em LED, lanternas redesenhadas, grade frontal atualizada, para-choques levemente modificados e interior com nova multimídia e alavanca de câmbio diferente em algumas versões. Etapas principais: lançamento em 2012, facelift em 2015 e fim da produção em 2018. No mercado de seminovos, as unidades mais recomendadas são as facelift 2015–2018 equipadas com o motor diesel 2.2 CRDi — elas oferecem a melhor combinação de desempenho, economia de combustível e durabilidade com manutenção adequada.

Mercado do Brasil

No mercado brasileiro, o Hyundai Santa Fe III (DM) continua sendo um dos crossovers médios mais comuns no segmento de seminovos. De acordo com as principais plataformas (Webmotors, OLX, Mercado Livre e outras) no final de 2025 e início de 2026, existem centenas de anúncios ativos desta geração. Não há mais unidades zero km, mas aparecem exemplares recentes importados ou bem conservados de 2016–2018. O mercado de usados é bastante ativo, com muitas ofertas com quilometragem entre 90.000 e 180.000 km, tanto nacionais quanto importadas. Faixa aproximada de preços de mercado (dependendo de estado, versão, km e ano):

  • 2012–2014 — R$ 75.000–R$ 110.000
  • 2015–2016 — R$ 95.000–R$ 135.000
  • 2017–2018 (facelift) — R$ 120.000–R$ 170.000

As versões mais procuradas são as diesel 2.2 CRDi de cerca de 200 cv com câmbio automático e tração integral, sobretudo nas configurações mais completas (Premium, High-Tech ou Panorama).

Principais versões e equipamentos no mercado brasileiro

No mercado brasileiro as configurações mais comuns são:

Versão Equipamentos característicos
Básica / GLS / Comfort Estofamento em tecido, ar-condicionado ou dual zone, sistema de som com CD/MP3, aquecimento dos bancos dianteiros, rodas 17–18", câmera de ré (a partir de 2015), 6 airbags, controle de estabilidade
Intermediária / Limited / Elegance Estofamento em couro (ou misto), aquecimento de volante e bancos traseiros, multimídia com tela 7–8", chave presencial, sensores dianteiros e traseiros, rodas 18–19", porta-malas elétrico (facelift)
Topo / Premium / High-Tech / Panorama Couro + detalhes em madeira/alumínio, teto solar panorâmico, ventilação nos bancos dianteiros, cruise control adaptativo (raro), câmera 360° (facelift), faróis xenônio/LED, som Infinity premium, rodas 19"

No Brasil predomina a tração integral HTRAC (acoplamento eletro-hidráulico), câmbio automático de 6 marchas e suspensão voltada ao conforto, adequada às condições das estradas brasileiras. As versões diesel geralmente vêm com pacotes de equipamentos mais completos.

Conclusões e atualidade da geração

No mercado de seminovos brasileiro, o Hyundai Santa Fe III (DM) segue sendo uma opção interessante para famílias que buscam um crossover espaçoso, confiável e com custo de manutenção relativamente acessível e bom nível de equipamentos. É ideal para quem procura um veículo na faixa de R$ 80.000 a R$ 170.000 que ofereça amplo espaço interno (incluindo opção de 7 lugares), tração integral e — no caso do diesel — excelente economia de combustível. A geração mantém relevância pelo equilíbrio entre preço, qualidade, disponibilidade de peças e facilidade de manutenção. As melhores unidades são as facelift 2.2 CRDi 200 cv de 2016–2018: apresentam menos problemas iniciais, iluminação e multimídia melhores. Na hora da compra de um usado, é fundamental verificar:

  • Histórico de manutenção do turbodiesel D4HB (corrente de distribuição, EGR, filtro de partículas, volante bimassa);
  • Condição do câmbio automático (especialmente acima de 150.000–200.000 km);
  • Corrosão na parte inferior, caixas de roda e cavidades ocultas;
  • Funcionamento do sistema de tração integral e cardan;
  • Histórico real de quilometragem e procedência legal limpa.

Com uma escolha criteriosa, o Hyundai Santa Fe DM continua sendo uma das melhores opções no segmento de crossovers médios seminovos abaixo de R$ 170.000 no mercado brasileiro.