Interior Hyundai Elantra IV (HD) 2006–2010 — acabamento, espaço e versões | Automotive24.center

Interior Hyundai Elantra IV (HD) 2006–2010 — espaço interno, equipamentos e atualizações para o mercado brasileiro

Revisão detalhada do habitáculo do Hyundai Elantra (HD)

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O interior do Hyundai Elantra IV (HD) traz o design clássico de sedã compacto de meados dos anos 2000, priorizando praticidade e conforto no dia a dia. Os materiais são basicamente plásticos macios no painel e nas portas, com apliques em madeira ou alumínio nas versões mais equipadas. A percepção de qualidade fica na média: resistentes a riscos no início, mas com o tempo surgem desgastes brilhantes no volante e nos apoios de braço. Bancos em tecido são padrão nas versões de entrada, enquanto as topo de linha trazem couro sintético ou natural, bem mais durável no uso intenso.

O layout do painel e da central segue linhas suaves e arredondadas, em harmonia com o exterior. Os instrumentos analógicos são legíveis, com uma pequena tela monocromática no centro. Os comandos de ar-condicionado e som estão bem posicionados e fáceis de alcançar. A ergonomia do motorista conta com regulagem de altura do volante (na maioria das unidades) e ajuste de altura e inclinação do banco, acomodando bem motoristas de estatura média. Pessoas muito altas (acima de 1,90 m) podem sentir falta de mais curso nos ajustes.

Os ocupantes dianteiros têm espaço adequado para pernas e cabeça, com bom suporte lombar. O banco traseiro surpreende pelo espaço para a categoria: três adultos viajam sem aperto grave, embora o do meio sinta o túnel de transmissão. A distância entre-eixos de 2650 mm ajuda bastante. O porta-malas tem cerca de 460 litros, ótimo para compras, malas pequenas ou uso diário. Os bancos traseiros rebatem 60/40, ampliando o volume para cerca de 1300 litros com piso quase plano para cargas longas. No geral, o habitáculo do Elantra 2006–2010 é ideal para família ou uso cotidiano, com foco em funcionalidade e sem frescuras de luxo.

Versões e equipamentos no mercado brasileiro

No Brasil, o Hyundai Elantra IV (HD) vive basicamente no mercado de seminovos. As versões mais encontradas são GLS (entrada ou intermediária), SE (esportiva intermediária) e Limited (topo de linha). A maioria roda com motor a gasolina e câmbio manual ou automático; conversões a GNV são bem menos comuns que em outros mercados.

A GLS de entrada geralmente vem com bancos em tecido, rádio CD com 4 alto-falantes, ar-condicionado (nem sempre de série), vidros elétricos dianteiros e ABS. O acabamento interno é plástico simples sem detalhes decorativos. A GLS intermediária ganha ar-condicionado automático monozona, vidros e espelhos elétricos completos, aquecimento dos bancos dianteiros em algumas unidades, som MP3 com mais alto-falantes e cruise control ocasional, além de apliques prateados ou alumínio na central.

A versão SE traz itens a mais como som melhorado (às vezes com tela maior em unidades atualizadas), sensores de ré, controle de estabilidade (ESP), rodas de liga leve e detalhes que deixam o interior mais agradável. A Limited topo de linha oferece couro (sintético ou natural), aquecimento nos bancos traseiros (raro), teto solar disponível, som premium e extras como faróis automáticos e limpadores com sensor de chuva. Modelos brasileiros ou importados para o mercado local costumam ter bom isolamento acústico de fábrica e preparo para o clima quente. Navegação e tecnologias avançadas eram raras, já que o carro era posicionado como acessível. O nível de equipamentos varia muito conforme ano, quilometragem e procedência no mercado de usados.

Versão Acabamento interno Som/Multimídia Ar-condicionado Principais assistentes
GLS Tecido, plástico básico CD, 4 alto-falantes Ar-condicionado ABS
GLS intermediária Tecido + apliques MP3, 6 alto-falantes Automático monozona Cruise, aquecimento
SE Tecido melhorado Tela, Bluetooth Automático monozona ESP, sensores de ré
Limited Couro Som premium Automático Sensores de luz/chuva

Mudanças no interior ao longo dos anos e facelift 2009

O Elantra HD foi produzido de 2006 a 2010, recebendo um facelift leve em 2009 que melhorou bastante o interior. Os modelos iniciais (2006–2008) tinham plásticos macios no painel, mas com juntas visíveis e tons predominantemente cinza ou bege sem contrastes marcantes. O isolamento acústico era médio, com ruído de rolamento e motor perceptível acima de 100 km/h (cerca de 60-65 mph em rodovia).

O facelift 2009 trouxe painel redesenhado com iluminação azul (no lugar da verde), plásticos texturizados de melhor qualidade para reduzir rangidos, e isolamento reforçado em portas e assoalho que diminuiu o ruído interno em cerca de 5–10 dB segundo relatos de donos. As versões mais caras ganharam som aprimorado com MP3/USB, console mais prático e opções de cores bicolores. Essas melhorias deixam os carros pós-2009 visivelmente mais refinados por dentro.

No mercado de seminovos brasileiro, os exemplares 2009–2010 costumam valer R$ 3.000 a R$ 8.000 a mais que os anteriores — faixa típica atual entre R$ 25.000 e R$ 45.000 dependendo de estado e km —, justamente pela melhor conservação interna e menor desgaste geral.

Problemas comuns e reclamações frequentes do interior

O habitáculo do Elantra 2006–2010 envelhece de forma previsível. Volante e apoios de braço ficam brilhantes ou desgastados após 100.000–150.000 km; o tecido dos bancos pode desbotar ou raspar nas áreas de maior contato. As unidades com couro resistem melhor, mas precisam de hidratação para evitar rachaduras com sol forte ou variações de temperatura comuns em várias regiões do Brasil.

Rangidos no painel e portas aparecem com frequência em ruas esburacadas — problema clássico em cidades com pavimentação ruim. Ruído de pneus e vento é perceptível por causa do isolamento médio, principalmente em rodovias. O banco traseiro é bom para dois, mas apertado para três por conta do túnel e espaço limitado para pernas longas. As colunas grossas atrapalham a visibilidade em curvas fechadas, e a ausência de câmera de ré (não era item de série) complica manobras em centros urbanos.

A manutenção do interior fica mais trabalhosa com poeira, sol forte e ruas sujas: plásticos riscam fácil, carpetes acumulam sujeira e em regiões úmidas ou litorâneas pode surgir mofo ou corrosão sob os tapetes. Carros com mais de 200.000 km frequentemente apresentam desgaste acentuado nos bancos, manchas e odores residuais de uso anterior.

Conclusão — o interior ainda vale a pena em 2026?

Em 2026 o interior do Elantra HD parece defasado perto dos carros atuais: sem telas touch, multimídia básica e instrumentos analógicos, longe da conectividade moderna. Ainda assim, entrega praticidade honesta na faixa de seminovos baratos, com espaço bom e manutenção simples. No mercado brasileiro de usados, as versões GLS ou SE costumam ser o melhor custo-benefício em conforto e equipamentos, com preços na faixa aproximada de R$ 25.000 a R$ 40.000 (conforme km e conservação): trazem ar-condicionado, som decente, vidros elétricos completos e confiabilidade básica sem os custos extras das raras Limited.

Na hora da compra, examine bem o interior: desgaste em plásticos e estofados, rangidos durante o test-drive, funcionamento do rádio e elétricos, além de manchas ou cheiros que indicam uso pesado. Uma vistoria profissional ajuda a identificar problemas escondidos no isolamento, fiação ou vibrações da suspensão. Para quem procura um sedã barato, espaçoso e sem frescuras para o uso diário, o interior do Elantra 2006–2010 continua sendo uma escolha prática e interessante.