
Apesar de diversas qualidades, como design moderno e plataforma tecnológica avançada, os proprietários destacam certas características e pontos fracos que merecem atenção na hora da compra. Neste artigo analisamos os principais aspectos das desvantagens da Mazda CX-60 I, problemas da Mazda CX-60 2022–atual e detalhes para adquirir uma usada no mercado brasileiro. Para revisão completa da geração, especificações técnicas e interior, confira os outros materiais da série.
Principais desvantagens e características da geração
Proprietários da Mazda CX-60 I relatam em avaliações e fóruns vários pontos que impactam o uso diário. Essas observações vêm de experiências no Brasil, América Latina e fontes internacionais de comunidades automotivas.
O consumo real de combustível costuma superar as médias oficiais. Na versão PHEV (e-Skyactiv PHEV 2.5 L, 327 cv), sem recarga regular da bateria, o gasto de gasolina chega a 8–10 km/l no ciclo misto, especialmente perceptível no trânsito urbano pesado. As versões diesel e-Skyactiv D 3.3 (200–254 cv) conseguem 10–13 km/l, mas com carga total em rodovia os números podem cair. Os motores a gasolina e-Skyactiv G 3.3 (254–284 cv) consomem entre 7–10 km/l dependendo do estilo de direção e condições.
O sistema multimídia Mazda Connect com tela de 12,3 polegadas recebe críticas por resposta lenta aos comandos, sobretudo nas primeiras versões de software. A navegação é integrada, mas a conexão com Android Auto e Apple CarPlay (com fio nas versões de entrada, sem fio nas atualizações mais recentes) pode apresentar atrasos. Os donos relatam que atualizações na concessionária melhoram parcialmente esses pontos.
O isolamento acústico da cabine nem sempre atende às expectativas do segmento premium. Ruído de rolamento dos pneus e vento fica evidente acima de 100 km/h, mais ainda em asfalto ruim. Alguns relatos mencionam vibrações da suspensão que chegam ao interior.
A qualidade dos materiais internos é alta no geral, com couro Nappa e inserções naturais nas versões topo de linha, embora as partes brilhantes do console central arranhem e desgastem com facilidade no uso intenso. Nas versões de entrada, o estofamento em tecido pode parecer menos refinado.
A complexidade da manutenção decorre da nova plataforma Skyactiv Multi-Solution Scalable Architecture. Acesso a certos componentes (como a bateria de alta voltagem no PHEV) exige equipamentos especializados, aumentando o tempo de serviço. O preço das peças fica acima da média da categoria: itens de suspensão ou do sistema híbrido geralmente saem mais caros que nos concorrentes, mas a rede oficial Mazda no Brasil garante boa disponibilidade.
Versões e anos — no que prestar mais atenção
Como a geração ainda é recente, os exemplares iniciais 2022–2023 apresentam características de calibração inicial. Os proprietários relatam com mais frequência uma suspensão firme que causa desconforto em irregularidades e sensação de "quicar" em ondulações do asfalto. Em algumas unidades PHEV apareceram trancos na transmissão (8 marchas Skyactiv-Drive) em baixas velocidades, mas não foi um problema generalizado.
Entre 2024–2025 a Mazda aplicou melhorias: molas e amortecedores mais macios, eliminação da barra estabilizadora traseira em algumas configurações e refinamento do software da caixa para trocas mais suaves. Essas mudanças elevaram bastante o conforto, especialmente nos modelos 2025–2026. As reclamações de ruído e vibrações diminuíram após reforço do isolamento nas caixas de roda.
No mercado brasileiro a versão PHEV (327 cv, tração integral) continua atraente, mas exige atenção especial ao estado da bateria. As variantes diesel e-Skyactiv D 3.3 (254 cv, AWD) mostram boa confiabilidade, enquanto as a gasolina e-Skyactiv G 3.3 (284 cv) estão disponíveis em certas regiões.

Mercado de seminovos no Brasil
No mercado brasileiro de usados até 2026, predominam unidades 2023–2025, muitas importadas ou distribuídas por canais locais. A oferta ainda é restrita em comparação com modelos mais consolidados. O estado da carroceria depende das condições das vias: buracos, lombadas e variações climáticas podem causar lascas na pintura e corrosão inicial em áreas expostas (caixas de roda, soleiras), sobretudo se o veículo veio de regiões com uso intenso de sal nas estradas.
O histórico de revisões é fundamental: carros sem registros claros na concessionária podem esconder defeitos em eletrônica ou bateria (especialmente PHEV). A originalidade das peças é verificada pelo chassi (VIN); componentes falsificados são raros, mas podem aparecer em importações irregulares.
O quilometragem real às vezes é adulterada, por isso recomenda-se consultar relatórios tipo Carfax ou serviços equivalentes locais. Em importações pode ser necessário ajustar idioma da multimídia ou fazer adaptações menores. As ofertas mais comuns são PHEV nas versões Takumi ou Homura com 20.000–50.000 km.
Faixa de preço aproximada no mercado de usados: R$ 280.000–R$ 450.000 dependendo do ano, quilometragem, versão e estado (preço de mercado aproximado para o Brasil).
O que pode ser corrigido e orçamento para bom estado
Muitos dos pontos citados são passíveis de melhoria. Para reduzir ruído, instala-se mantas acústicas extras nas caixas de roda e portas — diminui o barulho de rolamento em 1–3 dB. Atualização da multimídia passa por reprogramação na concessionária ou módulos alternativos para conexão sem fio de smartphones.
Substituição de elementos desgastados no interior (peças brilhantes) é feita com peças originais ou equivalentes de qualidade. Renovação da suspensão — troca de amortecedores ou molas atualizadas — melhora o conforto. Prevenção de corrosão envolve aplicação de proteção anticorrosiva no assoalho e caixas de roda. A manutenção periódica inclui troca de óleo e filtros no prazo, especialmente importante nos sistemas híbridos.
Na compra é prudente reservar 10–20% do valor do veículo para ajustes iniciais e primeira revisão. Em usados com mais de 30.000 km, o orçamento aproximado para resolver itens comuns varia de R$ 5.000 a R$ 15.000 dependendo do volume de serviços.

Conclusões e recomendações
Em 2026 a Mazda CX-60 I se destaca como alternativa interessante aos SUVs premium se você valoriza dinamismo e design marcante. O modelo agrada quem aceita uma suspensão mais firme e tem acesso à rede oficial Mazda.
Prefira unidades 2024–2026 com suspensão e software atualizados, em especial a PHEV (327 cv, tração integral) para uso urbano ou o diesel e-Skyactiv D 3.3 (254 cv) para rodovias. As versões a gasolina e-Skyactiv G 3.3 estão presentes no mercado brasileiro — confira as especificações.
Na compra de zero verifique se inclui as últimas atualizações. Para seminova: cheque suspensão por ruídos, teste transmissão por trancos, avalie saúde da bateria no PHEV, perceba ruído em rodovia e confira histórico completo de revisões. Um test-drive em vias irregulares revela vibrações.
No geral, com os ajustes adequados, a CX-60 pode ser uma escolha confiável, mas exige vistoria criteriosa no mercado brasileiro.