Desvantagens Honda CR-V VI (2023–atual) e pontos fracos — notícias automotivas Brasil | automotive24.center

Desvantagens e problemas da geração Honda CR-V VI (RS / RT) (2023–atual) — o que você precisa saber antes de comprar

A Honda CR-V de sexta geração (índice RS / RT) é um modelo relativamente novo no segmento de SUVs médios, lançado em 2023 e que segue muito atual em 2026

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Apesar de diversas qualidades, como tecnologias híbridas avançadas e cabine espaçosa, os proprietários apontam algumas características e desvantagens que merecem atenção na hora da compra. Neste artigo analisamos os principais pontos relacionados às desvantagens da Honda CR-V VI, problemas relatados nos modelos 2023–atual e cuidados importantes ao buscar um exemplar seminovo no mercado brasileiro. Para review completo da geração, especificações técnicas e interior, confira os outros materiais da série.

Principais desvantagens e características da geração

Os donos da Honda CR-V VI compartilham em avaliações e fóruns vários aspectos que podem influenciar o uso diário. Essas observações vêm de relatos de proprietários nos Estados Unidos, Europa e Brasil, incluindo opiniões em comunidades automotivas locais e internacionais.

O consumo real de combustível costuma superar as médias oficiais. Na versão híbrida e:HEV (204 cv) os proprietários registram entre 12–15 km/l no ciclo misto, mas em condução mais agressiva ou trânsito pesado urbano pode cair 1–2 km/l a mais. A variante PHEV (204 cv) entrega ótima eficiência com recargas frequentes, porém sem recarga se aproxima dos números dos modelos somente a gasolina.

O sistema multimídia com tela de 9–10,2 polegadas recebe críticas pela interface por vezes confusa, sobretudo nas primeiras versões de software. A navegação integrada funciona bem, mas a conexão com Android Auto e Apple CarPlay (com fio nas versões de entrada) pode apresentar atrasos. Atualizações de software na concessionária geralmente resolvem esses pontos.

O isolamento acústico da cabine nem sempre atende às expectativas do segmento premium. Ruído de rolamento e vento fica perceptível acima de 100 km/h, especialmente em asfalto ruim. Alguns donos relatam vibrações leves da suspensão chegando ao interior, embora o facelift 2025 tenha melhorado bastante a situação.

Os materiais do interior nas versões de entrada incluem plásticos rígidos nas áreas inferiores, resistentes ao desgaste, mas que transmitem sensação menos refinada. Nas configurações topo de linha com couro e detalhes a qualidade melhora, embora as partes brilhantes arranhem com relativa facilidade.

A complexidade de manutenção está ligada ao sistema híbrido: acessar baterias e motores elétricos exige equipamentos especializados. O preço das peças fica na média da categoria — componentes de suspensão e filtros são acessíveis, mas itens do sistema de alta tensão no PHEV costumam ser bem mais caros.

Versões e anos — no que prestar mais atenção

Como a geração ainda é atual, os exemplares iniciais 2023–2024 apresentam características ligadas às primeiras calibrações. Nesses modelos os proprietários citam com mais frequência suspensão mais firme que transmite desconforto em irregularidades e atrasos eventuais na multimídia. Casos isolados de direção com ruídos ou travamento surgiram, mas não são generalizados.

Problemas registrados incluem leve instabilidade em rodovias com vento lateral ou velocidades altas (relacionada à calibração da suspensão) e acionamentos falsos esporádicos do Honda Sensing. Itens não massivos: desgaste mais rápido de pneus por conta do sistema Real Time AWD e falhas pontuais nos injetores das versões 1.5 turbo a gasolina (menos comuns no mercado brasileiro).

O facelift 2025 trouxe melhorias relevantes: suspensão mais macia (especialmente na TrailSport), software multimídia mais fluido e isolamento acústico reforçado. Em 2026 houve refinamentos nas calibrações híbridas para maior economia. No Brasil a versão e:HEV AWD é a mais procurada, diferente de alguns mercados onde o PHEV tem maior destaque.

Mercado de seminovos no Brasil

No mercado brasileiro de seminovos em 2026 predominam as Honda CR-V 2023–2025, grande parte distribuída oficialmente ou importada. A oferta é ampla em plataformas como Webmotors, OLX, Mercado Livre e concessionárias, com milhares de anúncios entre zero km e usados.

O estado da carroceria depende das condições das vias: em regiões com buracos constantes ou proximidade do litoral pode haver lascas na pintura e corrosão em caixas de roda, soleiras e assoalho. Recomenda-se vistoria em elevador para detectar esses detalhes.

O histórico de revisões é fundamental: veículos sem comprovantes claros de concessionária podem esconder degradação de bateria no PHEV ou panes eletrônicas. Verifique a originalidade das peças pelo chassi; componentes paralelos aparecem em algumas importações independentes e afetam a durabilidade a longo prazo.

A quilometragem real às vezes é adulterada, por isso vale conferir por meio de laudos ou serviços tipo Carfax. Exemplares típicos incluem híbridos em versões intermediárias a topo com 20.000–60.000 km. Carros de regiões Centro-Oeste ou Sul costumam apresentar menos corrosão, mas podem precisar de ajuste de idioma na multimídia se vierem de outros mercados.

O que dá para corrigir e orçamento realista

Muitos dos pontos citados podem ser melhorados. Aplicar manta acústica extra em caixas de roda, portas e assoalho reduz bastante o ruído de rolamento. Reprogramação na concessionária elimina os atrasos da multimídia.

Peças desgastadas do interior (detalhes ou estofamento) são renovadas com componentes originais ou de boa qualidade. Atualizar amortecedores ou molas para as versões pós-facelift melhora o conforto em irregularidades. Aplicar proteção anticorrosiva na parte inferior e caixas de roda ajuda em áreas úmidas ou litorâneas. A manutenção programada inclui troca de óleo, filtros e checagem da bateria híbrida a cada 15.000–25.000 km aproximadamente.

Na compra de seminovo é prudente reservar 10–20% do valor do veículo para ajustes iniciais, detalhamento e primeira revisão. Para unidades acima de 30.000 km o orçamento aproximado para resolver desgastes comuns varia de R$ 4.000 a R$ 15.000 dependendo da extensão dos serviços.

Conclusões e recomendações

Em 2026 a Honda CR-V VI continua sendo uma ótima opção para uso familiar se você prioriza economia, tecnologia e confiabilidade. É uma alternativa sólida diante dos concorrentes do segmento.

As versões pós-facelift 2025 são as mais recomendadas, especialmente a e:HEV AWD (204 cv) com e-CVT ou configurações altas como Touring. O PHEV vale a pena se você tem acesso fácil a ponto de recarga em casa.

Na compra de zero km confira se o veículo tem as últimas atualizações de software e pacote acústico. Em seminovo examine a suspensão por vibrações anormais, teste a direção em busca de travamentos, verifique a saúde da bateria híbrida, corrosão e histórico completo de revisões. Um test-drive longo em estrada revela qualquer instabilidade.

Com a preparação certa e alguns ajustes pontuais, a CR-V VI pode ser uma escolha prática, econômica e duradoura no mercado brasileiro.