Defeitos Kia Sorento III (UM) 2014–2020: problemas comuns, durabilidade, consumo — notícias automotivas Brasil automotive24.center

Principais defeitos e problemas da geração Kia Sorento III (UM) 2014–2020 — o que você precisa saber antes de comprar no mercado brasileiro

O Kia Sorento de terceira geração (código UM), produzido entre 2014 e 2020, continua sendo uma opção procurada no mercado de seminovos no Brasil em 2026: um crossover de sete lugares que equilibra muito bem conforto, espaço e praticidade para o uso familiar

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Este modelo une amplo espaço interno e bom pacote de equipamentos, mas, como todo veículo usado com quilometragem acumulada, apresenta características específicas e pontos de atenção relatados por proprietários em fóruns como Webmotors, OLX, Reclame Aqui e grupos especializados. Neste artigo analisamos os principais defeitos do Kia Sorento III ligados ao uso prolongado e à compra consciente. Para ficha técnica completa, motorizações e fotos do interior, confira os demais conteúdos da série.

Principais defeitos e características da geração

Os donos do Kia Sorento 2014–2020 destacam em avaliações vários problemas recorrentes baseados na experiência real. Esses pontos variam conforme o estilo de direção, qualidade do combustível e rigor na manutenção, sem afetar todos os exemplares da mesma forma.

Nas versões diesel 2.2 CRDi (cerca de 200 cv), o consumo urbano costuma ficar entre 8–10 km/l, 1–2 km/l abaixo do informado em ficha, principalmente com lotação completa ou tração 4x4 acionada. As versões a gasolina 2.4 GDI (188 cv) são mais previsíveis, com 7–9 km/l no ciclo misto, mas exigem gasolina premium para evitar batida de pino. As híbridas (raras no Brasil) conseguem 11–13 km/l, porém a bateria pode perder capacidade após 100 mil km.

O sistema multimídia com tela de 7–8 polegadas (conforme o ano) apresenta travamentos na navegação e conexão Bluetooth, sobretudo nas unidades 2014–2016; atualizações de software são raras no mercado usado, gerando instabilidade. O som básico com CD/MP3 tem compatibilidade limitada com aparelhos modernos até o facelift 2017, quando chegou o Apple CarPlay.

O isolamento acústico da cabine é adequado para a categoria, mas acima de 120 km/h surge ruído de rolamento dos pneus e vento, mais perceptível nos modelos pré-facelift. Após 2017, com materiais extras, o ruído caiu cerca de 5–10%, embora o barulho da suspensão em pisos irregulares continue evidente.

A qualidade dos materiais internos nas versões intermediárias inclui couro sintético combinado resistente, mas os plásticos rígidos na parte inferior do console rangem com o tempo. Nos bancos de tecido, eles sujam com facilidade e as inserções tipo madeira arranham com chaves ou bolsas.

A manutenção envolve corrente de distribuição nos motores a gasolina (alongamento possível após 150 mil km) e turbo nos diesel que pede troca de óleo a cada 10 mil km; o câmbio automático requer troca de ATF a cada 60 mil km. Peças de reposição são razoavelmente disponíveis no Brasil via concessionárias e mercado paralelo.

O preço de componentes importantes, como o acoplamento do 4x4 ou o filtro de partículas DPF, é relevante — na faixa de R$ 2.000–5.000 por conjunto de qualidade, valor comum para a idade do veículo.

Versões e anos — no que prestar mais atenção

Os primeiros anos 2014–2016 costumam apresentar mais relatos de problemas pelo câmbio automático inicial de 6 marchas (trancos entre 100–150 mil km) e falhas no EGR do 2.2 CRDi por combustível de baixa qualidade. A tração 4x4 nas unidades iniciais tinha acoplamento menos preciso, acelerando o desgaste.

Os modelos pré-facelift trazem isolamento acústico inferior, menos assistentes (ESP limitado nas básicas), mais plástico rígido e tela de 7 polegadas. As unidades 2017–2020 ganharam motores refinados (T-GDI no gasolina, admissão melhorada no diesel), câmbio de 8 marchas mais suave e pacote de segurança ampliado (estabilidade de reboque).

As atualizações técnicas posteriores reforçaram a corrente nos motores a gasolina (menor risco de alongamento após 200 mil km) e otimizaram o DPF nos diesel. Os módulos eletrônicos do câmbio ficaram mais robustos a partir de 2017, reduzindo casos de superaquecimento. No mercado de usados, as versões pós-facelift são as mais recomendadas para minimizar riscos.

Mercado de seminovos no Brasil

O mercado de seminovos do Kia Sorento III no Brasil segue movimentado: no início de 2026, plataformas como Webmotors, OLX, Mercado Livre e iCarros concentram centenas de anúncios, majoritariamente 2016–2019 com 100–200 mil km rodados. Predominam as versões gasolina; diesel são menos comuns e híbridas bem raras.

O estado da carroceria depende muito da exposição: a galvanização protege por 7–9 anos, mas umidade em regiões litorâneas ou uso intenso em estradas de terra acelera corrosão em assoalho, caixas de roda e soleiras, sobretudo sem proteção anticorrosiva prévia. Em áreas úmidas (como litoral de SP, RJ ou Nordeste) nota-se ferrugem em parafusos da suspensão.

O impacto das condições ambientais aparece em importados: corrosão no escapamento aos 6–8 anos. Histórico de manutenção é fundamental: priorize carros com comprovantes de concessionária registrando trocas de ATF e limpeza de DPF. Verifique originalidade pelo chassi — algumas modificações (multimídia não original) reduzem o valor em 10–15%.

adulteração de hodômetro ocorre em parcela dos casos, especialmente em importados; é essencial consultar laudo cautelar e fazer vistoria especializada. Preços típicos de mercado para exemplares bem conservados 2017–2018 (equivalentes a Prestige/EX 2.2 CRDi AWD) ficam na faixa de R$ 110.000–160.000 (valor aproximado realista para o mercado brasileiro), com destaque para unidades de procedência confiável.

O que dá para corrigir e orçamento para deixar em bom estado

A maioria dos defeitos do Kia Sorento III pode ser resolvida, tornando o modelo atraente para compradores conscientes. Melhorar o isolamento acústico é uma das modificações mais populares: aplicar mantas nas portas e caixas de roda reduz o ruído em 15–20%, com mão de obra de 1–2 dias.

Atualizar a multimídia com tela aftermarket de 9–10 polegadas + CarPlay elimina travamentos na navegação. Renovar peças internas desgastadas (inserções plásticas, estofamento) com análogos de qualidade preserva a aparência original.

Serviços na suspensão incluem troca de bandeja e amortecedores gastos por pisos irregulares; prevenção de corrosão com aplicação de proteção no assoalho e soleiras é recomendada. Manutenções preventivas como limpeza de admissão GDI e inspeção da corrente são indicadas a cada 80–100 mil km.

Orientação de orçamento: ao comprar, reserve 15–25% do valor do veículo para ajustes conforme o estado. Aplicação anticorrosiva custa em média R$ 2.000–4.500 no mercado, isolamento acústico R$ 1.500–3.000. Para carros acima de 150 mil km, considere R$ 8.000–15.000 no primeiro serviço pesado, incluindo diagnóstico de câmbio e turbo.

Conclusão e recomendações

Em 2026, o Kia Sorento III segue como uma compra sensata no mercado de seminovos brasileiro, desde que com vistoria criteriosa e histórico comprovado — ideal para uso familiar em faixas de até cerca de R$ 180.000. Destaca-se pelo espaço interno e disponibilidade de peças, mas exige atenção especial ao câmbio e à carroceria.

Os anos 2014–2016 pedem mais cuidado por causa das primeiras versões do câmbio; as 2017–2020 pós-facelift são preferíveis pelas melhorias implementadas. As configurações mais equilibradas costumam ser as diesel 2.2 CRDi (200 cv) com câmbio de 8 marchas e tração 4x4 em acabamentos médios-altos tipo EX — unem economia, desempenho e equipamentos sem as complicações dos híbridos.

Na vistoria e test-drive, observe: trocas suaves no câmbio (sem trancos), ruídos na corrente em frio, corrosão na carroceria (soleiras, caixas de roda), funcionamento do 4x4 (diagnóstico do acoplamento) e resposta da multimídia. Diagnóstico eletrônico em concessionária ou oficina especializada é etapa obrigatória para reduzir riscos.

Com abordagem preventiva e bom histórico de manutenção, um Kia Sorento usado pode ser um companheiro confiável por muitos anos.