Renault Duster II no Brasil: motores, medidas e ficha técnica

Renault Duster de segunda geração: motores, câmbios e dimensões no Brasil

No Brasil, a segunda geração do Duster chegou em 2020 com a marca Renault e uma gama própria de motores flex, câmbios e versões, diferente do Dacia Duster europeu.

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No Brasil, a geração correspondente ao Dacia Duster II europeu é comercializada como Renault Duster. O modelo nacional foi lançado em março de 2020 como linha 2021 e recebeu uma configuração mecânica própria para o mercado brasileiro. Diferentemente da gama europeia, não foram oferecidos motores diesel, versões ECO-G a GLP nem tração 4x4 nesta geração. A oferta brasileira começou com o 1.6 SCe flex e, a partir da linha 2023, passou a incluir o 1.3 TCe turbo flex. Em 2026, o Duster dessa geração continua disponível como veículo novo no país.

O panorama abaixo considera a especificação brasileira e separa as mudanças de motorização e equipamentos ocorridas ao longo dos anos. Aspectos de design, interior, versões e pontos de atenção do modelo podem ser tratados em artigos específicos da série.

Motores e transmissões

Quando chegou ao Brasil em 2020, o Renault Duster de segunda geração era equipado exclusivamente com o motor 1.6 SCe 16V flex, com até 120 cv com etanol e 118 cv com gasolina. A versão de entrada utilizava câmbio manual de cinco marchas, enquanto as demais recebiam o X-Tronic CVT com simulação de seis marchas. Em fevereiro de 2022, já como linha 2023, foi acrescentado o 1.3 TCe turbo flex, inicialmente com 162 cv com gasolina e 170 cv com etanol, associado exclusivamente ao CVT com oito marchas simuladas. A partir de 2025, após a adequação ao Proconve L8 e a nacionalização do motor, a especificação oficial passou a indicar 163 cv e 25,5 kgfm. Todas as versões desta geração vendidas oficialmente no Brasil utilizam tração dianteira.

Motor Cilindrada Potência Transmissão Tração Período / observação
1.6 SCe 16V flex 1,6 litro 118 cv gasolina / 120 cv etanol Manual de 5 marchas Dianteira Desde o lançamento da geração brasileira; configuração de entrada
1.6 SCe 16V flex 1,6 litro 118 cv gasolina / 120 cv etanol X-Tronic CVT, 6 marchas simuladas Dianteira Desde 2020; presente em diferentes versões ao longo da linha
1.3 TCe turbo flex 1,3 litro 162 cv gasolina / 170 cv etanol X-Tronic CVT, 8 marchas simuladas Dianteira Linha 2023 até a atualização para o Proconve L8
1.3 TCe turbo flex 1,3 litro 163 cv X-Tronic CVT, 8 marchas simuladas Dianteira Especificação atual após a adequação ao Proconve L8; torque de 25,5 kgfm

Dimensões e peso

A carroceria brasileira é maior que a do Duster anterior vendido no país e manteve praticamente as mesmas medidas ao longo desta geração. O porta-malas tem 475 litros, e o vão livre do solo de 237 mm é uma das características marcantes do modelo. O peso varia conforme motor, transmissão e nível de equipamentos.

Parâmetro Valor Observação
Comprimento 4.376 mm Referência da geração brasileira lançada em 2020
Largura 1.832 mm Sem considerar os retrovisores
Altura 1.693 mm Pode variar ligeiramente conforme rodas e versão
Entre-eixos 2.673 mm Comum às versões brasileiras desta geração
Peso em ordem de marcha 1.279–1.353 kg Referência para versões Iconic 1.6 CVT e 1.3 TCe; outras configurações podem variar
Vão livre do solo 237 mm Valor divulgado para a gama brasileira
Porta-malas 475 litros Capacidade informada para as versões 4x2

Atualizações por ano

A segunda geração brasileira estreou em 2020 como linha 2021 com as versões Zen, Intense e Iconic, todas com motor 1.6 SCe flex. A Zen podia ser equipada com câmbio manual de cinco marchas, enquanto as configurações automáticas utilizavam o CVT X-Tronic. Nesse lançamento também chegaram direção elétrica, estrutura revista, central multimídia de 8 polegadas nas versões mais equipadas e novos sistemas de assistência, dependendo da configuração.

Em fevereiro de 2022, na linha 2023, a Renault adicionou o 1.3 TCe turbo flex à versão mais equipada. O conjunto combinava até 170 cv com etanol, 27,5 kgfm de torque e CVT com oito relações simuladas. A gama 1.6 continuou em paralelo. Nos anos seguintes, a Renault reorganizou nomes e pacotes de equipamentos, chegando às versões Intense Plus e Iconic Plus.

Em 2025, o motor 1.3 TCe passou a ser produzido no Brasil e foi recalibrado para atender ao Proconve L8. A potência oficial passou para 163 cv e o torque para 25,5 kgfm. Em 2026, a gama oficial mantém versões 1.6 SCe com câmbio manual ou CVT e a configuração Iconic Plus 1.3 TCe com CVT. Não houve, no Brasil, uma oferta equivalente às versões europeias diesel, LPG ou 4x4 desta geração.

Consumo e aspectos técnicos

Como o Duster brasileiro é flex, o consumo muda de forma significativa entre gasolina e etanol, além de variar conforme ano, transmissão e condições de uso. Para a versão 1.6 CVT lançada em 2020, os números de homologação divulgados na época ficavam em torno de 10,7 km/l na cidade e 11,1 km/l na estrada com gasolina, e 7,2 km/l e 7,8 km/l, respectivamente, com etanol. Esses valores são dados de homologação e não devem ser confundidos com medições independentes.

Em testes instrumentados com gasolina, o Duster 1.3 TCe de 170 cv registrou valores próximos de 10,8 km/l em uso urbano e 13,1 km/l em rodovia. Resultados reais dependem de tráfego, temperatura, carga, pneus, combustível e estilo de condução. Para comparar unidades usadas, é importante observar o ano-modelo, pois o 1.3 TCe mudou de calibração com o Proconve L8.

O câmbio manual de cinco marchas é exclusivo das versões 1.6 de entrada, enquanto o CVT é a transmissão automática da geração. No 1.6, ele trabalha com seis relações simuladas; no 1.3 TCe, com oito. A tração é sempre dianteira. Ao avaliar um usado, vale verificar histórico de manutenção, funcionamento do CVT, sistema de arrefecimento, suspensão, eletrônica de bordo e eventuais campanhas de recall aplicáveis ao ano do veículo, sem assumir que todas as unidades apresentam os mesmos problemas.

Qual configuração faz mais sentido no Brasil

Para uso urbano e para quem prioriza uma mecânica mais simples, o 1.6 SCe continua sendo a configuração de entrada mais comum, disponível com câmbio manual ou CVT. O 1.3 TCe entrega desempenho superior e é associado às versões mais equipadas, mas exige atenção ao ano-modelo porque houve mudança de potência e torque a partir da adequação ao Proconve L8.

No mercado de usados, a oferta pode ser consultada em plataformas brasileiras como Webmotors, iCarros, Mercado Livre e OLX. Na comparação entre exemplares, o estado geral, o histórico de revisões, a procedência e a combinação de motor e câmbio são mais relevantes do que usar apenas o ano ou a versão como critério.