Desvantagens CAOA Chery Tiggo 8 / 8 Pro / Pro Max I (T18) — consumo real, câmbio DCT, AWD e pontos fracos | automotive24.center

Desvantagens e problemas da geração CAOA Chery Tiggo 8 / 8 Plus / 8 Pro / Pro Max I (T18) (2018–atual) — o que você precisa saber antes de comprar

A geração CAOA Chery Tiggo 8 / 8 Plus / 8 Pro / Pro Max I (índice T18) é um crossover médio que vem sendo produzido desde 2018 até os dias de hoje.

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O modelo continua relevante no segmento de SUVs chineses, embora os proprietários relatem certas características e desvantagens no dia a dia. Neste artigo analisamos os principais aspectos relacionados às desvantagens do CAOA Chery Tiggo 8 / 8 Plus / 8 Pro / Pro Max I, problemas dos modelos 2018–atual e o que observar na hora de comprar um seminovo no mercado brasileiro. As informações são baseadas em relatos de donos e dados de oficinas. Para a visão completa da geração, especificações técnicas e interior, consulte os outros materiais da série.

Principais desvantagens e características da geração

Os donos do CAOA Chery Tiggo 8 / 8 Plus / 8 Pro / Pro Max I mencionam em avaliações em plataformas brasileiras e internacionais vários pontos que podem influenciar a experiência de uso. Essas observações foram compiladas a partir de fóruns, sites de reviews e registros de serviço.

O consumo real de combustível costuma ficar acima das cifras oficiais. Nas versões com motor 1.6T (SQRF4J16, 197 cv), os proprietários relatam 10–12 km/l no ciclo misto, ou seja, 1–2 km/l a menos que o divulgado, especialmente na cidade ou com o câmbio DCT. Nas versões 2.0T (SQRF4J20, 254 cv) o consumo fica na faixa de 9–11 km/l, e pode piorar bastante com gasolina de qualidade inferior.

O sistema multimídia com tela de 10.25 a 12.3 polegadas recebe críticas por resposta um pouco lenta, principalmente nos modelos anteriores a 2021. A navegação é integrada, mas a compatibilidade com Android Auto e Apple CarPlay (com fio nas primeiras unidades) pode apresentar atrasos. Nos modelos mais recentes (Pro / Pro Max) a integração melhorou, embora nem todas as versões tragam conexão sem fio de série.

O isolamento acústico da cabine nem sempre atende às expectativas da categoria: ruído de estrada e vento fica perceptível a partir de 110 km/h, especialmente em asfalto ruim. Alguns donos relatam vibrações da suspensão que chegam ao interior, embora nas versões Pro Max 2023 em diante a situação tenha melhorado com materiais extras de isolamento.

Os materiais do interior nas versões de entrada incluem plásticos duros nas partes inferiores, resistentes ao desgaste, mas que podem parecer menos premium. Nas versões topo com ecocouro ou couro a qualidade é superior, porém os apliques brilhantes tendem a riscar com o uso prolongado.

A manutenção pode ser mais complicada por causa do layout compacto do motor: acessar alguns componentes (como os da transmissão DCT) exige ferramentas especiais. O preço das peças é médio para o segmento — itens de suspensão e filtros são acessíveis, mas componentes do DCT ou do sistema AWD (no Pro Max) costumam ser mais caros que em algumas concorrentes.

Versões e anos — o que observar com atenção

Os primeiros anos desta geração (2018–2020) tinham calibração básica da CVT que podia gerar trancos em baixas velocidades nas versões 1.5T (147 cv). Não é um problema em massa, mas aparece em algumas avaliações.

Entre os defeitos registrados estão a instabilidade ocasional do multimídia e disparos falsos raros dos assistentes de direção. Problemas menos comuns incluem desgaste da turbina no 1.6T com alta quilometragem ou vazamentos no sistema AWD dos Pro Max em pisos escorregadios.

As atualizações trouxeram grande evolução: o facelift de 2021 (Tiggo 8 Pro) deixou a suspensão mais confortável, refinou o software da CVT e melhorou o isolamento acústico. Em 2023 o Pro Max ganhou o câmbio 7-DCT com o motor 2.0T (254 cv), aumentando desempenho e refinamento.

Mercado de seminovos no Brasil

No mercado brasileiro de seminovos, em 2026, predominam unidades CAOA Chery Tiggo 8 / 8 Plus / 8 Pro / Pro Max dos anos 2019–2023, importadas principalmente da China. A oferta varia por região nas plataformas como Webmotors, iCarros e OLX.

O estado da carroceria depende muito das condições das estradas e do clima: em regiões com muitos buracos, umidade ou poeira costeira podem aparecer lascas na pintura e corrosão nos arcos, soleiras e assoalho. Recomenda-se sempre uma inspeção profissional no elevador.

O histórico de manutenção é fundamental: veículos sem documentação completa podem esconder defeitos na CVT ou na eletrônica. A originalidade das peças é verificada pelo chassi (VIN). Nas importações "cinzas" é comum encontrar componentes não originais que afetam a confiabilidade da suspensão ou do AWD (no Pro Max).

A quilometragem real muitas vezes é adulterada, por isso é essencial obter um relatório de histórico do veículo. Os carros vindos diretamente da China costumam ser mais baratos, mas podem precisar de ajustes (idioma do multimídia). As ofertas mais comuns são as versões 1.6T em acabamento Premium com 80–120 mil km e tração 2WD.

O que dá para melhorar e orçamento para deixar em bom estado

Muitas dessas características podem ser corrigidas com facilidade. Melhorar o isolamento acústico instalando mantas extras nos arcos, portas e piso reduz bastante o ruído de estrada. Atualizar o multimídia com unidades aftermarket que ofereçam melhor integração com Android Auto e Apple CarPlay é uma opção bem comum.

Trocar elementos desgastados do interior (bancos, plásticos) é simples com peças originais ou de boa qualidade. Trabalhos na suspensão — amortecedores, braços ou buchas — melhoram bastante o conforto nos buracos. Aplicar tratamento anticorrosivo no assoalho e arcos ajuda a prevenir ferrugem. A manutenção programada inclui troca de óleo, filtros e fluido do CVT/DCT a cada 40 mil km aproximadamente, além de verificações periódicas da turbina nos motores a gasolina.

Na hora da compra é prudente reservar entre 15 e 25% do valor do veículo para melhorias e primeira revisão. Para carros com mais de 100 mil km, calcule um orçamento aproximado de algumas centenas a alguns milhares de reais para resolver os pontos típicos de desgaste, dependendo do estado específico.

Conclusão e recomendações

O CAOA Chery Tiggo 8 / 8 Plus / 8 Pro / Pro Max I é uma boa opção para uso familiar quando o foco é espaço e equipamentos generosos. Representa uma alternativa interessante aos SUVs tradicionais com preço mais competitivo.

São especialmente recomendadas as versões após 2023 (Pro Max) com motor 2.0T (254 cv) + 7-DCT + AWD ou 1.6T (197 cv) + 7-DCT + 2WD, preferencialmente nas acabamentos Premium ou superior.

Ao comprar zero-quilômetro confira as últimas atualizações de software e o isolamento acústico. Nos seminovos, verifique ruídos na suspensão, teste o DCT em trocas suaves, cheque o estado da turbina, sinais de corrosão e o histórico completo de manutenção. Um bom test drive em estrada ajuda a identificar qualquer irregularidade.

No geral, com uma inspeção cuidadosa e alguns ajustes pontuais, este modelo pode ser uma escolha prática e bem equipada no mercado brasileiro.