Problemas e falhas do Kia Soul II (PS) 2014-2019 — Guia de compra de seminovos

Desvantagens e problemas da geração Kia Soul II (PS) (2014–2019) — o que você precisa saber antes de comprar

No mercado de seminovos, a segunda geração do Kia Soul com código PS (2014–2019) continua sendo uma opção bastante procurada entre os crossovers compactos com boa altura ao solo

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Os carros 2016–2018 com 60 a 130 mil km são oferecidos aproximadamente por R$ 55.000 a R$ 85.000 (preço aproximado de mercado no Brasil), e muitos os consideram uma opção prática para o dia a dia na cidade e região metropolitana. Para conhecer melhor a geração, especificações técnicas e interior, confira os outros materiais da série. O importante é entender como o modelo se comporta nas condições brasileiras — com calor intenso, umidade, chuva forte, buracos nas estradas e qualidade variável da gasolina.

Carroceria e pintura no clima brasileiro

A pintura do Soul II é relativamente fina, especialmente no capô, para-lamas dianteiros e partes baixas das portas. Em rodovias e na cidade, lascas de pedras aparecem já nos primeiros 20–40 mil km. Em regiões com alta umidade ou próximas ao litoral, isso pode evoluir para corrosão superficial em soleiras, caixas de roda e bordas inferiores das portas. As caixas de roda traseiras e áreas sob as soleiras merecem atenção a partir de 70–100 mil km. Muitos proprietários recorrem a tratamento anticorrosivo adicional e película protetora, o que ajuda a preservar a carroceria, mas aumenta o custo de preparação do veículo.

Motores GDI e consumo real de combustível

Os motores a gasolina 1.6 GDI e 2.0 MPI mostram boa confiabilidade em geral, mas no uso real no Brasil o consumo costuma ficar acima do divulgado. Para a versão 1.6 os proprietários relatam 8–11 km/l na cidade com trânsito e partidas a frio, e 13–15 km/l na estrada. A versão 2.0 fica na casa de 9–12 km/l no ciclo misto. Os motores de injeção direta são sensíveis à qualidade da gasolina: com muitas viagens curtas e combustível comum pode se formar carbonização nas válvulas de admissão, afetando o desempenho com o tempo. O câmbio automático troca as marchas com suavidade, mas exige troca de óleo no prazo para evitar trancos.

Suspensão e parte mecânica nas estradas brasileiras

A suspensão macia absorve bem os buracos, mas em trechos ruins as peças de desgaste se gastam mais rápido. Bieleta estabilizadora, buchas dos braços dianteiros e terminais de direção são componentes que frequentemente precisam ser trocados após 40–70 mil km. Em carros com mais de 100 mil km é comum ter que substituir amortecedores e rolamentos de roda. Esses serviços não são os mais caros, mas a frequência deve ser considerada no orçamento de manutenção.

Interior, isolamento acústico e multimídia no uso diário

O isolamento acústico melhorou em relação à geração anterior, mas acima de 100 km/h ainda entra ruído notável das rodas e caixas de roda, especialmente com pneus de banda mais agressiva. Os materiais são práticos, mas após 80–100 mil km o tecido dos bancos pode desgastar e o plástico rígido dar pequenos rangidos com calor extremo. O sistema de infotainment nas versões 2014–2016 às vezes ficava lento, mas após o restyling de 2017 melhorou bastante. A visibilidade traseira é limitada pela linha alta das janelas, por isso câmeras e sensores de ré são muito úteis na maioria das versões.

O que observar na compra e o que pode ser corrigido

Ao procurar um Kia Soul no Brasil vale dar muita importância ao histórico de manutenção comprovado. A inspeção deve incluir o estado do catalisador, suspensão, corrosão na carroceria e funcionamento do câmbio. Carros com um ou dois donos e histórico local geralmente estão melhor conservados.

A maioria dos pontos citados não é grave e pode ser resolvida. Tratamento anticorrosivo, renovação de peças da suspensão e manutenção do motor cabem em orçamentos razoáveis dependendo do estado do carro. O que é considerado normal para um veículo desta idade — pequeno consumo de óleo em altas quilometragens ou pequenos ruídos de plásticos — não exige intervenção imediata, mas ajuda a entender como o carro foi cuidado.

No final das contas, o Kia Soul II (PS) continua sendo uma escolha prática no mercado de seminovos quando comprada com consciência. Prefira os modelos após o restyling 2017–2019, que já resolveram vários problemas iniciais e estão melhor adaptados às nossas condições. O principal é não economizar em uma boa inspeção pré-compra e na manutenção posterior. Assim o Soul vai entregar um serviço confiável e sem surpresas desagradáveis.