
Essa base, compartilhada com o A4 B9 e outros modelos do grupo, define a arquitetura do chassi, a instalação longitudinal do conjunto mecânico e a distribuição de peso. No Audi A5 de segunda geração, a plataforma MLB Evo também permitiu o uso de suspensão independente multibraço nos dois eixos e de versões com tração dianteira ou integral quattro. Design, interior e equipamentos são tratados em outros conteúdos desta série.
Conjunto mecânico: as principais versões do mercado brasileiro
No Brasil, a oferta regular do Audi A5 F5 concentrou-se no Sportback de cinco portas, sempre com motor 2.0 TFSI a gasolina e câmbio S tronic de sete marchas. A linha começou com configurações de 190 cv e tração dianteira, além das opções de 252 cv com quattro. Após a reestilização, as potências passaram por novas calibrações e chegaram a 190, 249 e, mais tarde, 204 cv, conforme o ano-modelo. Motores 2.0 TDI não fizeram parte da gama oficial brasileira desta geração.
O quatro-cilindros EA888 tem 1.984 cm³, turbocompressor e injeção direta, com diferenças de calibração entre as versões. Nos carros reestilizados, a Audi adotou um sistema híbrido leve MHEV de 12 V, que auxilia o start-stop e a recuperação de energia, mas não transforma o A5 em um híbrido capaz de rodar normalmente apenas com eletricidade. S5 e RS 5 usaram motores V6 e formaram uma linha de alto desempenho separada do A5 Sportback convencional.
| Motor e período no Brasil | Cilindrada | Potência e torque | Câmbio | Tração |
| 2.0 TFSI (primeira fase; Attraction e Ambiente) | 1.984 cm³ | 190 cv e 320 Nm | S tronic de 7 marchas | Dianteira |
| 2.0 TFSI (primeira fase; Ambition e Ambition Plus) | 1.984 cm³ | 252 cv e 370 Nm | S tronic de 7 marchas | quattro ultra |
| 2.0 TFSI MHEV 12 V (linha 2021; Prestige Plus) | 1.984 cm³ | 190 cv e 320 Nm | S tronic de 7 marchas | Dianteira |
| 2.0 TFSI MHEV 12 V (linha 2021; Performance Black) | 1.984 cm³ | 249 cv e 370 Nm | S tronic de 7 marchas | quattro ultra |
| 2.0 TFSI MHEV 12 V (2022–2024; S line, Advanced e outras séries) | 1.984 cm³ | 204 cv e 320 Nm | S tronic de 7 marchas | Dianteira ou quattro, conforme o ano-modelo |
| S5 Sportback 3.0 TFSI V6 | 2.995 cm³ | 354 cv e 500 Nm | Tiptronic de 8 marchas | quattro |
| RS 5 Coupé/Sportback 2.9 TFSI V6 biturbo | 2.894 cm³ | 450 cv e 600 Nm | Tiptronic de 8 marchas | quattro |
As versões de 190 cv priorizavam a tração dianteira, enquanto as configurações de 249 ou 252 cv utilizavam o sistema quattro ultra, capaz de desacoplar o eixo traseiro quando a tração integral não é necessária. O motor de 204 cv apareceu primeiro com tração dianteira e, no fim do ciclo comercial brasileiro, voltou a ser combinado com quattro. Nos quatro-cilindros, o S tronic é um câmbio automatizado de dupla embreagem; S5 e RS 5 empregam o automático Tiptronic com conversor de torque. Unidades Coupé, Cabriolet ou a diesel encontradas no país podem ser importações independentes e precisam ser avaliadas pela especificação do chassi.
Dimensões e peso do Sportback
Como o Sportback representa a maior parte dos A5 F5 vendidos oficialmente no Brasil, ele é a referência mais útil para as dimensões. A reestilização aumentou ligeiramente o comprimento, enquanto entre-eixos, largura e altura permaneceram praticamente inalterados. O porta-malas também passou de 480 para 465 litros, de acordo com a fase da carroceria.
| Parâmetro | Valor típico ou faixa | Observação |
| Comprimento | 4.733–4.757 mm | O modelo reestilizado é ligeiramente mais longo |
| Largura | 1.843–1.847 mm | Sem os retrovisores |
| Altura | 1.386 mm | Pode variar marginalmente com rodas e suspensão |
| Entre-eixos | 2.822–2.824 mm | A diferença decorre da ficha e do critério de medição |
| Peso em ordem de marcha | cerca de 1.470–1.660 kg | Varia conforme motor, tração e equipamentos |
| Porta-malas | 465–480 litros | 465 litros nas versões reestilizadas |
| Tanque de combustível | 54–58 litros | Depende da configuração de tração |
Os números acima abrangem as configurações regulares do A5 Sportback comercializadas no país. Rodas de 17 a 20 polegadas, teto solar, pacotes de acabamento e tração quattro alteram o peso final. Para documentação, transporte ou escolha de componentes, vale usar a ficha vinculada ao ano-modelo e ao número de chassi, pois dados de Coupé, Cabriolet, S5 e RS 5 não são intercambiáveis com os do Sportback 2.0 TFSI.

Reestilização e evolução do conjunto mecânico
A geração F5 estreou mundialmente em 2016 e chegou ao mercado brasileiro no ano seguinte, já como linha 2018. Na primeira fase, o A5 Sportback combinava o 2.0 TFSI de 190 cv com tração dianteira ou a calibração de 252 cv com quattro. A reestilização lançada globalmente no fim de 2019 apareceu no Brasil na linha 2021, com mudanças visuais, nova central multimídia e sistema MHEV de 12 V. Nessa etapa, o catálogo local teve versões de 190 e 249 cv.
Na linha 2022, a oferta foi simplificada e o 2.0 TFSI passou a entregar 204 cv e 320 Nm, inicialmente com tração dianteira. No fim de 2024, as versões Advanced e S line retomaram a tração quattro, preservando os 204 cv e o S tronic de sete marchas. Assim, a potência e o tipo de tração não devem ser deduzidos apenas pelo visual ou pelo emblema S line: é necessário conferir o ano-modelo e o VIN. Encerrada globalmente em 2024, a geração F5 hoje pertence essencialmente ao mercado de usados; o A5 novo vendido posteriormente corresponde a outra geração.
Consumo, manutenção e configurações encontradas no Brasil
Os dados do PBEV/Inmetro mudam de acordo com a calibração e a tração. Como referência, o A5 Sportback de 252 cv foi homologado em cerca de 9,3 km/l na cidade e 11,9 km/l na estrada. O S line de 204 cv com tração dianteira alcançou 10,3 km/l e 12,4 km/l, respectivamente, enquanto a versão de 204 cv com quattro ficou em torno de 9,9 km/l e 12,4 km/l. Esses são números de homologação; médias obtidas em testes ou por proprietários seguem condições diferentes e não devem ser tratadas como equivalentes.
O S tronic de sete marchas usa embreagens banhadas a óleo e exige manutenção conforme o plano correspondente ao chassi. Em um usado, é importante confirmar notas fiscais, serviços de óleo do câmbio e eventuais reparos, sem adotar um único intervalo para todas as versões. No EA888, a inspeção pré-compra deve incluir o sistema de arrefecimento, vazamentos, consumo de óleo, turbocompressor e funcionamento do start-stop. Nos modelos MHEV, também convém fazer diagnóstico da bateria de 12 V, do alternador de correia e dos módulos eletrônicos. No quattro, pneus com medidas e desgaste compatíveis e o histórico de manutenção do sistema de tração merecem atenção.
Há boa oferta de peças mecânicas compartilhadas com o A4 B9, mas componentes específicos de carroceria, acabamento, faróis e eletrônica podem exigir encomenda e ter custo elevado fora da garantia. Oficinas especializadas são mais fáceis de encontrar em grandes centros; em outras regiões, o prazo de peças deve entrar no planejamento. O cronograma básico da rede Audi no Brasil trabalha com revisões por quilometragem ou tempo, mas o manual e o plano associado ao VIN são as referências corretas para cada exemplar.
Nos classificados brasileiros, como Webmotors, Mercado Livre e OLX, aparecem sobretudo Sportback dos anos-modelo 2018 a 2024. Antes da compra, vale separar os carros de tração dianteira dos quattro, confirmar se a potência anunciada corresponde ao documento e verificar histórico de revisões, recalls, sinistros e procedência. Exemplares S5 e RS 5 são bem menos numerosos e demandam uma avaliação específica de freios, pneus, suspensão e conjunto de transmissão.

Qual configuração oferece o melhor equilíbrio no Brasil?
Para uso cotidiano, o A5 Sportback de 190 cv com tração dianteira reúne desempenho adequado e um conjunto mecânico mais simples que o das versões quattro. O modelo de 204 cv acrescenta a atualização MHEV de 12 V e equipamentos mais recentes, mas é importante distinguir as unidades dianteiras das configurações quattro lançadas no fim do ciclo. Já os A5 de 249 ou 252 cv oferecem acelerações mais fortes e tração integral, em troca de maior consumo e de mais itens a considerar na manutenção.
S5 e RS 5 ocupam outra faixa de desempenho e de custo de uso, com V6, câmbio Tiptronic, freios e componentes específicos. Em qualquer versão, a escolha deve considerar o estado real do carro, a qualidade do histórico de manutenção e a disponibilidade de assistência especializada na região. Mais do que buscar uma potência isolada, o comprador precisa identificar corretamente ano-modelo, tração e pacote mecânico para comparar exemplares equivalentes.