23 outubro 2025
Comprei um Tesla Model Y 2023, tração traseira, Long Range. Queria experimentar um carro elétrico, todo mundo elogiava, dizendo que era o futuro e tal. Sinceramente, minhas impressões são mistas, mais para decepção. Sim, a dinâmica é boa, ele acelera muito bem, decola do zero. Mas os pontos positivos acabam por aí. A primeira coisa que irrita é a suspensão—é absurdamente dura, simplesmente rígida. Em estradas lisas, tudo bem, mas ao passar por um buraco—pum, o impacto, você sente no corpo todo. Eu tinha um Kia Sportage antes, e ele era muito mais macio. No Tesla, parece que você está sentado num banquinho de madeira. Depois, o isolamento acústico. Não existe. Na estrada, há um zumbido constante, você ouve os pneus o tempo todo, e o vento uiva, especialmente se for lateral. O interior começou a ranger depois de 10,000 km, principalmente no frio, quando o plástico endurece e o painel faz barulhos—é de enlouquecer. Um carro desse preço, rangendo como um Logan velho? O carregamento é uma dor de cabeça à parte. Na cidade, há poucos carregadores, sempre com fila. Na estrada, encontrar um que funcione é uma aventura. No frio, a bateria cai rápido, mostra 300 km em vez de 450, e acaba mais rápido que um café esfria. Se ligar o aquecedor, você dirige pensando, ‘será que chego ou não?’ A tela é bonita, mas às vezes trava. Uma vez, no meio da estrada, ficou preta—nada, nem ar-condicionado, nem câmeras, nada. Tive que reiniciar, parado no acostamento como um bobo. Sério, num carro de 60 mil dólares, isso acontece? No geral, parece futurista, mas meio cru. Tudo é lindo nas fotos e propagandas, mas na realidade há um monte de pequenos detalhes irritantes. Depois de um mês de empolgação, você começa a ficar com raiva. Sinceramente, não compraria de novo. Melhor um híbrido decente ou um carro a gasolina do que essa dor de cabeça.