Kia Sorento III (UM) especificações, motor 2.2 CRDi e 2.4 GDI — notícias automotivas Brasil | automotive24.center

Especificações Técnicas da Geração Kia Sorento III (UM) (2014–2020) — Motores, Câmbios e Dimensões

O Kia Sorento de terceira geração (código UM) foi produzido entre 2014 e 2020 e é um crossover médio de sete lugares projetado para uso familiar com maior conforto e versatilidade

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No mercado brasileiro, o modelo foi oferecido oficialmente e por importação a partir de cerca de 2015, principalmente com motores a gasolina e diesel compatíveis com as normas de emissões locais da época. As especificações técnicas do Kia Sorento III (UM) variavam conforme o ano-modelo, versão e acabamento, com foco no equilíbrio entre desempenho, economia e praticidade familiar. A seguir estão os principais dados sobre motores, câmbios, dimensões e observações de uso relevantes para o mercado de seminovos no Brasil. Design externo, interior, níveis de equipamento e problemas comuns são abordados em outros artigos desta série.

Motores e Câmbios

No mercado brasileiro e latino-americano, o Kia Sorento III contava com motores a gasolina da família Theta (com injeção direta GDI) e, em alguns casos, opções diesel via importação independente. As versões híbridas 2.4 surgiram após o facelift de 2017, principalmente para o mercado norte-americano. A tração integral (AWD) era oferecida como opcional na maioria dos motores, com distribuição eletrônica de torque. O motor 3.3 V6 a gasolina era mais comum em mercados norte-americanos.

Principais conjuntos motopropulsores disponíveis no mercado brasileiro:

Tipo de motor Cilindrada, cm³ Potência, cv Tipo de câmbio Tração Observações
Gasolina, Theta II GDI (aspirado, injeção direta) 2359 185–191 Automático 6 marchas Dianteira / Integral Motor base comum até 2017
Gasolina, Theta II T-GDI (turbo, injeção direta) 1998 240 Automático 6 marchas Integral Após facelift, menos comum
Gasolina, Lambda II Hybrid (aspirado + motor elétrico) 2359 + elétrico 193 (sistema) Automático 6 marchas Integral A partir de 2017, principalmente mercado norte-americano
Diesel, R (CRDi, turbo) – importação 2199 197–200 Automático 6 ou 8 marchas Dianteira / Integral Opção popular importada, compatível com normas de emissões

Os câmbios eram automáticos de 6 ou 8 marchas com conversor de torque; não havia versão manual. O diesel 2.2 CRDi com automático 6/8 e tração integral representava boa parte das ofertas importadas.

Dimensões e Peso

As dimensões do Kia Sorento III permaneceram estáveis durante toda a produção, com ajustes leves após o facelift de 2017 (leve alongamento graças aos para-choques). Valores médios para as versões mais comuns com 2.4 GDI ou 2.2 diesel e câmbio automático:

Parâmetro Valor Observações
Comprimento, mm 4780–4800 Pré-facelift ≈4780, pós-facelift ≈4800
Largura, mm 1890 Sem retrovisores
Altura, mm 1685–1695 Com rack de teto
Entre-eixos, mm 2780 Igual em todas as versões
Peso em ordem de marcha, kg 1840–2050 Mínimo na 2.4 dianteira, máximo na 2.2 integral
Peso bruto total, kg 2510–2650 Conforme motor e tração
Altura livre do solo, mm 185 Padrão para o segmento

Os pesos são maiores nas versões híbridas e com tração integral. Capacidade do porta-malas — 660–1732 litros (VDA) na configuração de sete lugares com bancos rebatidos.

Atualizações por ano e facelift

A produção do Kia Sorento III ocorreu de 2014 a 2020. Principais mudanças:

  • 2014–2016 — lançamento com motores 2.4 GDI (185–191 cv), 2.0 T-GDI (240 cv) e 2.2 CRDi (197–200 cv), automático 6 marchas, tração integral opcional. Gasolina atendia normas EPA, diesel com DPF e SCR.
  • 2017 facelift — introdução do câmbio automático de 8 marchas em gasolina e híbridos, aprimoramento do 2.2 CRDi para maior eficiência, inclusão do híbrido 2.4 (193 cv sistema) principalmente para o mercado norte-americano.
  • 2018–2020 — anos finais com foco em normas de emissões mais rigorosas, maior adoção do câmbio de 8 marchas. Híbridos comuns em importações, diesel 2.2 CRDi mais via importação independente.

O facelift de 2017 aumentou o apelo: modelos pós-facelift com câmbio de 8 marchas e melhor eficiência tornaram-se mais procurados. As versões iniciais são mais acessíveis, mas podem exigir atualizações em sistemas de emissões.

Características de uso e pontos técnicos

No mercado de seminovos brasileiro em 2026, as versões mais procuradas são o diesel 2.2 CRDi (197–200 cv) e gasolina 2.4 GDI (185–191 cv). Os motores são confiáveis com combustível de qualidade: expectativa de vida útil de 300.000–400.000 km, embora os diesel sejam sensíveis ao filtro DPF e sistema SCR (DEF), com manutenção recomendada a cada 100.000 km. Os GDI a gasolina tendem a acumular carbono nas válvulas de admissão, com limpeza sugerida a cada 80.000 km.

Com base em relatos de proprietários e dados reais (fóruns, sites locais), consumo aproximado real de combustível:

  • 2.4 GDI (185–191 cv) — 8–10 km/l combinado (dianteira), 7,5–9 km/l com tração integral;
  • 2.2 CRDi (197–200 cv) — 10–13 km/l combinado (integral, automático);
  • 2.4 Hybrid (193 cv sistema) — 13–15 km/l combinado (menos comum, importado).

O automático de 6 ou 8 marchas é confiável, mas exige troca de ATF a cada 60.000 km; o sistema AWD com embreagem é durável, porém o pacote de embreagem pode desgastar acima de 180.000 km com reboque pesado. Peças de reposição amplamente disponíveis (originais e paralelas da Hyundai), custos de manutenção médios para o segmento. Reparabilidade boa: motores e câmbios compartilhados com Hyundai Santa Fe, suspensão multilink simples, mas braços de controle desgastam mais rápido em estradas irregulares por volta dos 100.000 km.

Conclusão e escolha ideal para o mercado brasileiro

No mercado de seminovos brasileiro em 2026, a combinação mais equilibrada parece ser o 2.2 CRDi (197–200 cv) com câmbio automático de 8 marchas e tração integral AWD: oferece consumo razoável, bom desempenho e alta liquidez na faixa aproximada de R$ 120.000–R$ 220.000 (preço de mercado aproximado para o Brasil). A versão gasolina 2.4 GDI com automático 6/8 e tração integral agrada quem prioriza suavidade e é menos sensível ao combustível, mas traz custos de uso mais elevados.

Considerando os custos de posse médios do segmento e os preços no mercado de usados, a versão diesel é preferível para rodovias, onde a economia de combustível se paga. A liquidez é maior nos modelos pós-facelift 2017–2020, sobretudo com histórico de manutenção comprovado. Na hora da compra, priorize a inspeção do câmbio automático e do sistema de tração integral para evitar surpresas financeiras.

Esta análise dos motores destaca a versatilidade da geração: os propulsores de 2014–2020 continuam adequados às condições brasileiras com manutenção regular. As especificações do Kia Sorento III combinam potência e praticidade no mercado de seminovos.