Nissan Rogue III (T33) no Brasil: especificações, preços e review do crossover | automotive24.center

Nissan Rogue III (T33): como o crossover americano de terceira geração redefiniu a concorrência no segmento

Quando a Nissan lançou o Rogue de terceira geração em 2020, poucos imaginavam que este modelo se tornaria um dos crossovers importados mais notáveis para famílias que buscam espaço e conforto no dia a dia.

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Não é um produto oficial de concessionária, mas um veículo que na maioria das vezes chega dos Estados Unidos via leilões e rapidamente conquistou seu público. Compradores familiares e quem procura um carro espaçoso, confortável e com preço acessível para o dia a dia viram nele o que faltava na geração anterior T32: uma visão moderna de praticidade sem exageros.

Hoje, em 2026, o Rogue Mk3 ainda é atual, agora na versão atualizada após o restyling de 2023. Se antes o Nissan Rogue era associado principalmente às dimensões “americanas” e ao câmbio CVT, a terceira geração (Typ T33) adicionou plataforma moderna, melhor dirigibilidade e um pacote de tecnologias que o tornam interessante mesmo diante de concorrentes vendidos oficialmente.

De T32 para T33: o que realmente mudou e por que isso importa

A geração anterior do Rogue (2013–2020) era popular graças à construção simples e à boa disponibilidade de peças. Porém, tinha defeitos característicos: suspensão traseira rígida (semi-independente), ruído perceptível na cabine em altas velocidades e um câmbio CVT que podia superaquecer com condução mais agressiva. A terceira geração foi construída sobre a plataforma modular CMF-C/D — a mesma usada no X-Trail global, porém com especificações americanas.

A grande mudança é a suspensão traseira totalmente independente. Isso é sentido imediatamente nas estradas brasileiras: o carro ficou bem mais confortável sobre irregularidades e transmite menos impactos para o interior. A carroceria diminuiu um pouco o comprimento (para 4648 mm), mas a distância entre-eixos permaneceu em 2705 mm. Com isso o espaço interno não diminuiu, enquanto a dirigibilidade no trânsito urbano melhorou.

O design também evoluiu bastante. A aparência mais pesada do antecessor desapareceu: agora o Rogue tem visual mais moderno graças à grade em V, faróis mais finos e silhueta mais dinâmica. No mercado brasileiro isso não é só questão de estética — muita gente escolhe o carro exatamente pelo visual, especialmente comparando com Toyota RAV4 ou Honda CR-V de anos anteriores.

Técnica: dois motores à escolha e câmbio CVT aprimorado

Na especificação americana, que predomina no Brasil, o motor principal continua sendo o confiável 2.5 aspirado de 181 cv e 245 Nm. Ele é conhecido desde a geração anterior, mas recebeu cerca de 80% de componentes novos. Trabalha em conjunto com o câmbio CVT Xtronic, que a Nissan modernizou bastante: adicionou duas bombas de óleo e aprimorou os algoritmos para que a simulação de trocas de marcha pareça mais natural.

A partir de 2023-2024, em alguns mercados e lotes atualizados, aparece o VC-Turbo 1.5 de três cilindros (201 cv e 305 Nm) com taxa de compressão variável. Esse motor é bem mais ágil na saída e mais econômico no ciclo misto. No Brasil essas versões ainda são menos comuns, mas interessam quem quer mais desempenho sem subir para crossovers maiores.

A tração é dianteira na versão de entrada ou integral AWD com embreagem de acoplamento do eixo traseiro. Para as condições brasileiras, que incluem chuvas fortes, alagamentos e estradas de terra em áreas rurais, a tração integral é uma escolha bastante sensata, embora eleve o preço do veículo. Consumo real de combustível: 8–9 L/100 km em estrada para a versão 2.5 e aproximadamente 7,5–8,5 L para a variante turbo.

Interior e equipamentos: de “só confortável” a quase premium

O interior da terceira geração do Rogue já não é aquele “minimalismo americano” do T32. O console central ficou mais moderno, surgiu um joystick no lugar da alavanca tradicional e, nas versões mais completas, há painel de instrumentos digital de 12,3 polegadas e uma grande tela multimídia de 9 polegadas (ou até 12,3 polegadas após o restyling) com Apple CarPlay e Android Auto.

O espaço para os passageiros do banco traseiro é mais que suficiente — três adultos viajam com conforto. Para a segunda fileira há portas USB e saídas de ar independentes. O porta-malas oferece 1065 litros na configuração normal e chega a 2098 litros com os bancos rebatidos. Para viagens em família ou férias, este é um dos melhores números da categoria.

Na segurança também vai tudo bem: o pacote Safety Shield 360 (frenagem automática, alerta de ponto cego, controle de cruzeiro adaptativo) já está disponível nas versões de entrada ou intermediárias. Nas mais equipadas, o sistema ProPilot Assist permite rodar quase de forma autônoma em rodovias.

Versões reais e preços no mercado brasileiro

No Brasil o Nissan Rogue III quase sempre é um veículo importado dos Estados Unidos. As versões mais comuns no mercado são: S (básica), SV (a mais vendida), SL e a topo de linha Platinum.

A versão SV geralmente traz rodas de 18 polegadas, ar-condicionado automático de duas zonas, bancos dianteiros aquecidos, câmera de ré e pacote básico de segurança. A SL adiciona interior em couro, teto panorâmico, porta-malas elétrico e sistema multimídia mais avançado. A Platinum já conta com sistema de som Bose, rodas de 19 polegadas e o máximo de equipamentos.

Preço de mercado aproximado no Brasil em 2026 (referência de anúncios em sites especializados): veículos 2021–2022 com 40–80 mil km custam aproximadamente entre R$ 130.000 e R$ 190.000. Exemplares mais recentes de 2024–2025 ou com baixa quilometragem podem chegar a R$ 210.000–R$ 260.000 “pronto para rodar”. Tudo depende do estado geral, do nível de equipamentos e da presença de tração integral.

Para comparação: uma Toyota RAV4 ou Honda CR-V da mesma idade costuma custar entre R$ 20.000 e R$ 40.000 a mais com equipamentos semelhantes. É justamente na relação entre preço, espaço e conforto que o Rogue se destaca como uma opção muito interessante.

Comparação com os principais concorrentes: onde o Rogue ganha e onde perde

Os principais rivais no mercado brasileiro continuam sendo Toyota RAV4, Honda CR-V, Hyundai Tucson e Kia Sportage. O Rogue III se destaca pelo amplo espaço interno e pela maciez de rodagem. Comparado ao RAV4 de quarta geração, ele é mais confortável em estradas ruins e mais silencioso em movimento. O Honda CR-V é mais firme, mas costuma ser considerado mais confiável a longo prazo.

Hyundai Tucson e Kia Sportage têm visual mais moderno e versões híbridas mais tecnológicas, porém o espaço para os passageiros traseiros é subjetivamente menor e o custo de manutenção no Brasil costuma ser um pouco mais alto por causa das peças. Além disso, o Rogue leva vantagem na capacidade do porta-malas.

Os pontos fracos? O câmbio CVT ainda exige cuidado: recomenda-se a troca do fluido a cada 40–60 mil km. Alguns donos também comentam que o motor 2.5 sente falta de fôlego em ultrapassagens mais exigentes. Para uso familiar tranquilo, porém, suas capacidades são mais que suficientes.

A real vantagem de comprar um Rogue III no Brasil hoje

Para quem é este carro? Para quem precisa de um crossover confiável e espaçoso para 5–7 anos sem querer pagar caro pela marca. O veículo se sai bem na cidade, em rodovias e em estradas de terra leves. As peças de reposição são relativamente acessíveis (muitas são compartilhadas com o X-Trail) e existe boa rede de oficinas e concessionárias que conhecem bem a Nissan no Brasil.

Pontos importantes na hora de escolher: verifique o histórico pelo VIN (danos de leilão são comuns em importados), faça diagnóstico obrigatório do câmbio CVT e do sistema de tração integral. O ideal é procurar versões SV ou SL a partir de 2022 — nelas já vêm a maioria dos equipamentos desejados.

No final das contas, a terceira geração do Rogue é uma evolução que tornou o modelo bem mais agradável no dia a dia. Ele não tenta ser o mais tecnológico nem o mais esportivo da categoria, mas oferece um equilíbrio muito bem acertado entre preço, conforto e praticidade. Por isso cada vez mais unidades aparecem nas estradas brasileiras — e isso não é coincidência.

Se você procura um crossover familiar que não enjoa depois de um ano e não exige grandes investimentos, o Nissan Rogue III (T33) é uma das opções que realmente vale a pena analisar com atenção.