
Enquanto muita gente procura SUVs maiores, o Soul II atrai quem precisa de posição de direção elevada, excelente visibilidade e capacidade real em dimensões compactas. Os modelos 2016–2018 com rodagem entre 60 mil e 130 mil km são oferecidos por aproximadamente R$ 68.000 a R$ 105.000, dependendo da versão e do estado. Este é o preço aproximado de mercado para o Brasil e se mostra bastante competitivo em relação a modelos similares da mesma idade, como Renault Captur ou Nissan Juke.
Como a segunda geração melhorou a praticidade em relação à primeira
A primeira geração (AM) era chamativa e diferente, mas por dentro tinha alguns compromissos em isolamento acústico e materiais. O Soul II evoluiu: a carroceria ficou mais rígida, a distância entre eixos aumentou e o espaço interno cresceu. Na prática isso significa que os passageiros adultos no banco traseiro viajam bem mais confortáveis até em viagens longas como de São Paulo a Rio de Janeiro, e o porta-malas ganhou volume útil. Nas estradas brasileiras o vão livre alto de cerca de 150–160 mm (dependendo da versão) permite enfrentar lombadas e trechos regionais sem risco de raspar o assoalho.
O design continuou reconhecível, mas ficou mais moderno e maduro. Nos estacionamentos de shopping centers ou perto de escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro ou Belo Horizonte o carro já não parece um brinquedo — ele se integra naturalmente ao fluxo urbano. Ao mesmo tempo, as dimensões externas continuaram compactas, ideais para vagas apertadas e ruas estreitas.

Versões reais e as mais escolhidas pelos brasileiros
No mercado de seminovos predominam as versões LX, EX e SX. Já nas configurações intermediárias há ar-condicionado automático, bancos dianteiros e volante com aquecimento, multimídia com Apple CarPlay e Android Auto (nos lotes mais recentes), câmera de ré e controle de cruzeiro. As versões topo de linha acrescentam banco de couro, chave presencial, câmeras 360°, sistema de som premium e banco do motorista elétrico. O aquecimento é uma das opções mais valorizadas, especialmente para quem mora no Sul do país.
Os motores são principalmente os gasolina 1.6 GDI (130 cv) e 2.0 MPI (164 cv). A configuração mais popular é o 1.6 GDI com câmbio automático de 6 marchas: oferece aceleração suave na cidade e consumo razoável. Não havia tração integral nesta geração, mas o bom vão livre e ângulos curtos permitem bom desempenho em estradas de terra leves e na chuva.
O que verificar antes de comprar
Na hora da escolha é importante conferir o histórico de manutenção, preferencialmente de concessionária. Os motores GDI são sensíveis à qualidade do óleo e da gasolina, por isso os intervalos de revisão não devem ultrapassar 10 mil km. O câmbio automático é confiável se o fluido for trocado no tempo certo. A carroceria é galvanizada, mas a pintura é fina, então lascas de pedras no capô e para-lamas dianteiros são comuns nas estradas brasileiras.
Utilização nas condições brasileiras: onde o modelo brilha
Nas ruas da cidade o Soul II se destaca: a posição elevada oferece ótima visibilidade e a suspensão é confortável e absorve bem os buracos. Na estrada a 100–120 km/h o habitáculo fica relativamente silencioso graças ao melhor isolamento acústico em relação à primeira geração. O consumo real em ciclo misto, segundo relatos dos donos, fica na faixa de 11–14 km/l para o 1.6 GDI e 9–12 km/l para o 2.0 MPI.
O porta-malas com cerca de 354 litros (até 1.300 com bancos rebatidos) acomoda facilmente um carrinho de bebê ou bagagens de fim de semana. O banco traseiro é confortável para dois adultos, embora fique um pouco apertado para três em viagens longas. O interior é bem montado, os materiais são duráveis e fáceis de limpar — ponto importante para uso familiar.
A manutenção continua acessível. Peças são encontradas com facilidade, as alternativas têm preços razoáveis e a rede oficial Kia ainda dá suporte a estes modelos. Muitos proprietários relatam que após 100–150 mil km o carro segue confiável se a manutenção for feita corretamente.

Valor prático para o comprador brasileiro em 2026
O Kia Soul II (PS) é o carro ideal para quem busca posição elevada, boa visibilidade e máxima praticidade em dimensões compactas. No mercado brasileiro ele oferece um equilíbrio interessante entre equipamentos modernos, economia e conforto para o uso diário na cidade, estrada e trechos de terra. Para a maioria dos compradores a melhor escolha são os exemplares 2016–2018 com motor 1.6 GDI e câmbio automático nas versões EX ou SX — que combinam preço razoável (preço aproximado de mercado para o Brasil: R$ 75.000–95.000) e bom nível de equipamentos.
O mais importante na compra é verificar o histórico de serviços, o estado da suspensão e a ausência de corrosão oculta. Com a abordagem certa, o Kia Soul de segunda geração vai servir por muitos anos de forma econômica e sem grandes gastos, continuando como uma das opções mais práticas da categoria no mercado de seminovos do Brasil.