
Hoje em dia, essa geração já é totalmente madura, saiu de linha há anos e está disponível apenas no mercado de seminovos e usados.
O lançamento mundial aconteceu no Salão do Automóvel de Paris em 2006, com vendas na Europa a partir do outono de 2006 para o modelo 2007. No Brasil, os veículos novos chegaram às concessionárias como modelo 2007 e foram vendidos até 2011 (incluindo unidades pós-facelift).
O modelo foi construído sobre uma plataforma exclusiva da Honda, a mesma usada no Element na América do Norte. Em comparação com a segunda geração, houve uma mudança radical no conceito de projeto e posicionamento: o CR-V passou a ser bem mais próximo de um carro de passeio em termos de dirigibilidade e conforto.
O que mudou em relação à segunda geração
- Carroceria totalmente nova: mais baixa, larga e curta, com o estepe transferido para baixo do assoalho do porta-malas
- Troca da porta traseira lateral bipartida por portão traseiro convencional de elevação
- Nova suspensão traseira multilink no lugar dos duplos braços transversais
- Melhora significativa no isolamento acústico e de vibrações
- Aumento na rigidez estrutural da carroceria (+35–40% em relação ao modelo anterior)
- Nova família de motores (R-series e K-series, com foco no 2.0 Flex no Brasil)
- Introdução do sistema Real Time 4WD com distribuição ativa de torque (em vez da simples acoplagem do eixo traseiro)
- Nível bem superior de segurança passiva e ativa
Características técnicas da geração
No mercado brasileiro, a terceira geração do CR-V veio principalmente com motor a gasolina/flex:
| Motor | Cilindrada | Potência | Torque | Tração | Câmbio | Notas para o mercado brasileiro |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2.0 Flex | 2.0 L | 150 cv (gasolina) / ~155 cv (etanol) | 19,3–19,5 kgfm | 4x2 / Real Time 4WD | Automático 5 marchas | Motor padrão na maioria das unidades; flex introduzido no Brasil |
Após o facelift de 2009–2010 (dependendo da região), houve atualizações no design, materiais internos e refinamentos mecânicos menores.

Mercado de usados no Brasil em 2026
No mercado brasileiro de seminovos e usados, o Honda CR-V 2007–2011 continua sendo um dos SUVs médios mais procurados na faixa de 14–19 anos de idade.
Quantidade aproximada de anúncios: 300–600 unidades nas principais plataformas (varia conforme a época do ano)
Faixa de preços (início de 2026, aproximada):
- 2007–2009, 220.000–320.000 km — R$ 45.000 – R$ 60.000
- 2009–2010 (facelift), 180.000–260.000 km — R$ 55.000 – R$ 75.000
- 2010–2011, 140.000–220.000 km, bom estado — R$ 70.000 – R$ 95.000
As versões mais líquidas e procuradas:
- Real Time 4WD
- Versões EX e EXL
- Unidades bem conservadas com histórico comprovado
Versões típicas no mercado brasileiro
| Versão | Anos | Principais equipamentos |
|---|---|---|
| LX | 2007–2011 | Tecido, ar-condicionado, airbags laterais, controle de estabilidade, som básico |
| EX | 2007–2011 | Rodas de liga, teto solar, vidros e travas elétricos, piloto automático, som melhorado |
| EXL | 2007–2011 | Couro, bancos aquecidos, ar digital dual zone, banco do motorista elétrico, som premium, GPS disponível |
Melhores opções no mercado usado
- Modelos 2010–2011 com Real Time 4WD — câmbio mais refinado, interior atualizado e melhor histórico de durabilidade
- Unidades com histórico limpo e abaixo de 200.000 km
- Versões EXL com manutenção documentada e sem grandes avarias
No que prestar atenção na compra
- Condição do câmbio automático de 5 marchas (versões pré-facelift podem ser mais sensíveis)
- Corrosão no subchassi traseiro e braços de suspensão (verifique recalls, especialmente em regiões úmidas ou litorâneas)
- Estado do diferencial traseiro e pacote de embreagem nas versões Real Time 4WD
- Desgaste das buchas da suspensão traseira multilink (reparo caro)
- Funcionamento do sistema VTEC no motor 2.0
- Limpeza do radiador e ausência de sinais de superaquecimento anterior
- Documentação em dia, quilometragem real e histórico completo de revisões
Conclusão
Mesmo em 2026, o Honda CR-V terceira geração segue como uma das escolhas mais inteligentes entre os SUVs médios de 14–19 anos no mercado brasileiro. É valorizado pela lendária confiabilidade Honda, custos de manutenção acessíveis, dirigibilidade agradável e interior amplo e prático.
O ponto ideal costuma ser unidades bem cuidadas de 2010–2011 com menos de 200.000 km — o melhor equilíbrio entre idade, estado, equipamentos e valor.