
Em janeiro, os principais fabricantes de veículos elétricos registraram queda nas vendas e piora nos resultados em comparação com o ano anterior. Essas mudanças estão associadas a novas condições econômicas e à redução gradual do apoio governamental, que anteriormente desempenhou papel fundamental no desenvolvimento do segmento.
Queda nas vendas entre os principais fabricantes
Uma das maiores fabricantes, a BYD, comercializou cerca de 205.500 automóveis de passeio em janeiro. Apesar do volume expressivo, o resultado ficou significativamente abaixo dos registrados no mesmo período do ano anterior, quando foram vendidos mais de 300.000 veículos. A redução atingiu tanto os veículos 100% elétricos, cujas vendas caíram de aproximadamente 125.000 para 83.000 unidades, quanto os híbridos plug-in.
A tendência negativa também é observada em outros fabricantes. A Xiaomi, que vem desenvolvendo ativamente sua divisão automotiva, reduziu as vendas de mais de 50.000 veículos no final do ano passado para cerca de 39.000 em janeiro. Situação semelhante ocorre com marcas como Xpeng, Li Auto e Leapmotor, que também enfrentaram retração na demanda.
Mudanças na estrutura de mercado e impacto dos modelos híbridos
Alguns fabricantes conseguiram manter números estáveis graças ao aumento nas vendas de veículos híbridos. A Geely, por exemplo, apresentou crescimento geral nas vendas, mas esse resultado foi alcançado principalmente pelo maior demanda por híbridos plug-in, enquanto as vendas de modelos 100% elétricos caíram cerca de 15%.
Determinadas marcas, como a Aito, conseguiram elevar as vendas, mas seu volume total ainda permanece relativamente pequeno em comparação com os maiores players do mercado. Isso demonstra que o crescimento de empresas isoladas não compensa a queda geral na demanda por veículos elétricos.

Papel da política governamental e dos impostos
Uma das principais causas da mudança de cenário foi a introdução de novas condições tributárias. Anteriormente, os veículos elétricos na China estavam isentos do imposto sobre vendas, que girava em torno de 10%. A partir do início de 2026, o imposto foi parcialmente restabelecido em nível de 5%. Mesmo essa alteração gerou aumento perceptível no custo dos veículos para os compradores.
Adicionalmente, houve redução de alguns subsídios estatais e imposição de novos requisitos de eficiência para os modelos elétricos. Essas medidas aumentaram a carga sobre os fabricantes e diminuíram o apelo dos veículos elétricos para parte dos consumidores.
- restabelecimento parcial do imposto sobre vendas de veículos;
- redução de subsídios governamentais;
- rigorização dos requisitos técnicos;
- aumento do custo dos veículos para os compradores finais.
Concorrência de preços e impacto nos fabricantes
Nos últimos anos, o mercado chinês de veículos elétricos foi marcado por intensa concorrência e reduções de preços. Os fabricantes baixaram ativamente os preços dos veículos para atrair compradores e ampliar sua participação de mercado. No entanto, essas medidas reduziram os lucros e limitaram a capacidade das empresas de compensar os novos custos tributários.
Como resultado, os fabricantes se encontram em uma situação em que reduções adicionais de preços tornam-se economicamente difíceis, enquanto aumentos podem levar a nova queda na demanda.
Conclusão
A queda nas vendas de veículos elétricos na China demonstra que o mercado continua sensível a alterações nas condições econômicas e na política governamental. Mesmo o restabelecimento parcial de impostos e a redução de subsídios tiveram impacto notável na demanda. Os fabricantes seguem se adaptando às novas condições, ajustando estratégias e a composição de suas linhas de modelos. A evolução futura dependerá do equilíbrio entre regulação estatal, política de preços e demanda real dos consumidores.